luís's profileLuís InácioPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
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28/05/2007 Não há festa como estaAnos atrás, corria a época 2003/2004, o meu Benfica ganhava a Taça de Portugal. Deixei o sofá e fui comemorar para o Marquês onde, horas depois, apareceria o autocarro com a equipa do Benfica que, assim, se juntou aos festejos.
Na altura, recordo-me como se fosse hoje, alguns amigos meus, sportinguistas, confrontaram-me com o facto de se tratar «apenas de um caneco» e que a festa que estávamos a fazer era... ridícula. Porque, afinal, era «apenas» a taça e não o campeonato. De pouco me serviu de argumento, na altura (como se fosse preciso argumentar o que quer que fosse), que o Benfica não ganhava nada há anos e, como tal, tinha sido o desejo de comemorar alguma coisa que movia a malta, arrastando para a rua uma onda benfiquista, obviamente inflaccionada pelo desejo de comemorar alguma coisa.
Hoje, um dia depois do Sporting ganhar a taça, recordo-me das palavras críticas desses sportinguistas amigos e, com um sorriso sincero, observo nas televisões a tremenda festarola que, depois da vitória do dito «caneco» levou milhares ao Estádio Alvalade XXI onde, um a um, foram recebidos os heróis da taça. Como se da vitória de um campeonato se tratasse. 18/05/2007 Decidam-se, porra...Quem vê o House na Fox durante uma ou duas semanas seguidas apercebe-se que, com toda a certeza, não foi a mesma pessoa que traduziu todos os episódios. Num deles podemos ter o House a tratar a Cuddy por tu para, logo no episódio que se segue, podermos assistir a um tratamento mais cerimonioso, por você...
Idem aspas com os membros da equipa que num dia tratam o seu chefe por você para poderem, logo no episódio seguinte, tratá-lo por tu.
Bem sei que a língua inglesa dá azo a estas coisas mas será que não se podiam decidir de uma vez por todas? Tipo, criar um modelo que todos os tradutores seguissem na legendagem da série para a Fox? É que isto assim não é nada. 10/05/2007 Diz que é cliente habitualIrrita-me bastante esta forma tão portuguesa, tão egoísta de estar na vida.
O cenário é a loja Häagen-Dazs do Chiado, em Lisboa; o dia, um sábado à tarde, quente para a época do ano.
À porta, dezenas de pessoas aguardam mesa para se sentar o que, em média, demorava 20 minutos. Foi esse o tempo que esperei.
Já sentado, atento num casal de idosos que ocupava uma mesa sem consumo à vista o que, naturalmente, violava um dos avisos colocados junto à porta do estabelecimento e que indicavam ser o consumo obrigatório para quem se sentasse nas mesas.
Feito o meu pedido, veio o mesmo. O casal sentado, consumia as dezenas de cadernos do Expresso. Seguia-se o Sol e o Público. Consumo de letras, entenda-se.
Termino o meu consumo. Terão passado, entre a hora a que cheguei e que me consegui sentar e consumir, uns bons 40 minutos. Na mesa continuava o mesmo casal. Só o jornal tinha mudado mas, à sua frente, só as letras, nada de cafés, nem de gelados... nem sequer um copo de água.
Não resisti a perguntar à empregada de mesa o que fazia ali aquela malta, sem consumir, minutos atrás de minutos e como era possível ter tamanha lata perante a fila de pessoas que esperava a vez para consumir e que já chegava à rua: "São clientes habituais. Bebem um café e depois ficam a ler os jornais. Já são conhecidos."
E pronto, fiquei, como se calcula, satisfeitíssimo com a explicação. Eram, portanto, clientes habituais. Como tal, pedem um café e ocupam uma mesa durante uma hora (ou mais). Ninguém pode impedi-los de ali estar porque.. consumiram. Ninguém se atreve a dizer nada porque são "velhinhos". E o povo espera.
Sejam velhos ou novos, acho uma falta de respeito esta forma tão tuga de estar sentado, sem fazer nada, enquanto dezenas de pessoas esperam a vez para se sentar e consumir. Definitivamente não há respeito. Mas não digam que se trata apenas das gerações mais novas. É que estas tiveram de aprender... e como os professores são o que se vê... |
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