luís's profileLuís InácioPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
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19/04/2007 Tristeza independenteEste processo da Independente anda a maçar-me e de que maneira. Estou mesmo cansado com isto. De levar todos os dias com notícias em todo o lado, com contradições e com especialistas que dizem constantemente, aqui ou ali, que esta trapalhada «põe em risco a veracidade das notas dos actuais alunos da Independente e os diplomas dos antigos».
De um momento para o outro, vejo-me a tratar da papelada do certificado de habilitações e desgasta-me imenso ter de ligar para lá, dando obviamente a entender que me vou embora (sem que ainda não o tenha decidido, de facto); do outro lado está sempre a voz de uma pessoa que me é familiar, quer na secretaria, quer na administração escolar. Pessoas com quem lidei quatro anos da minha vida, quase todos os dias. Imagino aquilo por que devem estar a passar, a levar todos os dias com alunos que, por este ou aquele motivo, já demonstraram que vão sair.
No meu caso, falta o «quase» para sair. Um «quase» para trocar um quarto ano aparentemente calmo – a uma cadeira de terminar o curso – por um terceiro ano com várias cadeiras e todas as chatices de ter de encarar um novo caminho, novos colegas, novos professores, novas cadeiras e as vicissitudes de entrar a meio de um semestre. No dia em que me der o «vaipe» vou. Mas esta tristeza de ter de fugir que nem um rato não me abandona. 17/04/2007 Trombas de elefanteHá dois anúncios a passar que são verdadeiramente abomináveis (recordo que se trata da minha opinião), um em televisão, outro em rádio.
O primeiro é o de televisão, do Jumbo. As imagens desfilam perante uma cantilena parola, horrorosa, onde alguém se esforçou (bastante até, mas sem sucesso) para encaixar à força no refrão a passagem "encontrar um trevo na tromba de um elefante". Enfim, Uma coisa de fugir.
O outro é de rádio, do Turismo da Madeira, onde surge um tipo aos gritos "mude de cenário". Causa-me tamanha irritabilidade que baixo o volume desde o primeiro momento que só hoje, com muito esforço, consegui perceber a que apelava.
Anseio, muito mesmo, pelo fim das campanhas. Resta saber se o botão de volume do rádio do carro e o da mudança de canais na televisão resistirão até lá.
12/04/2007 São séries, senhoresAnda aí uma guerra de séries verdadeiramente apreciável.
Na semana passada, e de uma assentada, a RTP deu-se ao luxo de ultrapassar o canal pago Fox, exibindo os seis primeiros episódios da segunda temporada de Prison Break quando a Fox ainda nem tem agendada a estreia dessa segunda temporada.
Já este sábado, a TVI prepara-se para estrear, às duas da tarde, a excelente série norte-americana da NBC Heroes, que gira à volta de pessoas comuns que de um dia para o outro descobriram ter uma capacidade única, género super-heróis.
Dizem-me, entretanto, que a SIC também estreou uma excelente série: Betty Feia.
Ou seja, os sábados à tarde são um autêntico fartote, com as três séries, todas à tarde, a disputar audiência nos três canais da televisão portuguesa.
11/04/2007 As verdades que se pagam caroBrilhante, o acórdão do Supremo que condena o Público a pagar uma indemnização ao Sporting pelo direito ao seu bom-nome apesar da notícia publicada ser, de facto, verdadeira.
No contexto actual, e tendo em conta esta decisão, José Sócrates (ou qualquer outra pessoa visada por notícias menos abonatórias) também pode processar todos os jornais e revistas por difamação, mesmo que venha a provar-se que todas as notícias são verdadeiras. Encontrou-se uma nova forma de enriquecer em Portugal? Encontrar-se-á outra forma de fazer jornalismo? 10/04/2007 Falta de coragem?Não se percebe isto da Independente. Há mais de uma semana, o ministro dava uma semana para que a UNI resolvesse o que tinha a resolver, evitando o início de um processo de encerramento compulsivo. O prazo terminava na quinta mas o ministro, vá-se lá saber porquê, adiou a comunicação da decisão para segunda, ao fim da tarde.
Ontem, ao fim da tarde, o ministro comunica que optou pelo encerramento compulsivo mas, legalmente, a UNI tem um prazo para responder.
Fiquei sem perceber para que serviu, então, a semana anterior. Terá o ministro falta de coragem para, de uma vez por todas, tomar uma decisão, qualquer que ela seja? Se já se sabia que a UNI teria um prazo legal para responder ao processo de encerramento compulsivo por que razão se deu mais a primeira semana? Tanto compasso de espera para quê?
Quem sofre, com este clima, são os alunos que não sabem o que hão-de fazer. São poucos os que frequentam as aulas em curso já que o ambiente é tudo menos propício a qualquer aprendizagem. A secretaria é, por estes dias, a mais procurada, por alunos que, essencialmente, querem assegurar que a sua documentação não se perdeu e que têm realmente (no papel, entenda-se) feitas as cadeiras que sabem ter feito.
Recordo-me que, à passagem do segundo ano, alguns professores «prendiam» a publicação de notas como retaliação a atrasos de pagamento. Estarão essas notas realmente publicadas ou o que os alunos viram na pauta não estará documentado em lado nenhum?
A confirmar-se a transferência de alunos há muitas outras interrogações que os alunos gostariam de ver respondidas, nomeadamente as que se aplicam ao pagamento do valor das transferências e ao processo de equivalências já que alguns alunos estão já no quarto ano apenas com uma ou duas cadeiras ou um seminário em falta...
Pelo meio, o ministro dá todos os prazos e mais alguns. Será o único que ainda não percebeu que não há solução parta a Independente?
04/04/2007 A UNI do nosso descontentamento«A responsabilidade do Estado é total, neste caso. Primeiro, porque licenciou a escola. Depois, porque não cuidou de fiscalizar ao longo do tempo se a escola cumpria devidamente com as regras. Terceiro, porque se dispensou de equipar as universidades públicas com cursos em horário pós-laboral e, assim, deu às privadas todo o mercado dos trabalhadores-estudantes. Ou seja, o Estado deu uma fatia do mercado para que as privadas pudessem viver.»
No blog do Carlos Narciso pode ler-se esta tirada que «roubei» para aqui por concordar plenamente com ela.
Essencialmente com a ponto terceiro; passo a explicar. A minha opção, há quatro anos atrás, estava limitada ao curso que actualmente estou a tirar e que, obviamente, tinha de ser frequentado em horário pós-laboral. Ora em quantas universidades públicas o podia fazer na área de Lisboa com esta condição primordial? Zero.
Resultado, estou também eu envolvido nesta treta da UNI e, em pleno quarto ano e com uma cadeira e um seminário para concluir, olho para trás, essencialmente para os quase 300 euros mensais que gastei com isto, e vejo-me na iminência de, com sorte, ser transferido para outra universidade privada onde terei de pagar mais um balúrdio e onde posso correr o risco de não ter equivalência nem a 50% do curso. Só pode ser uma anedota. Mas como diz o Carlos, e muito bem, o Estado já devia ter olhado para isto. E a comunicação social também, já que há relatos de a UNI ter dificuldades de pagamento com professores desde 2005. Nessa altura, recordo, os alunos não se calaram mas toda a gente se esteve nas tintas. 03/04/2007 Diga lá?A ACAM, Associação de Cidadãos Automobilizados a que os orgãos de comunicação social dão tanta importância (provavelmente por não existir outra do género), escreveu uma carta ao Papa Bento XVI reclamando das declarações de um padre de Santa Comba Dão que disse publicamente que gostava de «sentir a potência debaixo do pé».
Ora o padre cometeu, segundo a dita associação, o pecado de ter confessado que gostava de «andar no picanço na A25» e, segundo o DN de hoje, a missiva da ACAM pede ao papa para «ajudar este infeliz pároco a ponderar a gravidade dos seus actos e a imodéstia das suas palavras».
A verdade é que nunca o padre António Rodrigues foi multado e a BT não tem registo de qualquer infracção cometida pelo pároco.
Assim sendo, o único pecado deste padre é gostar de andar bem montado, num Ford Fiesta ST2000, o que, está registado também no artigo, até ajuda a malta mais nova a aproximar-se dele, mais não seja para ver a «bomba».
Já o mesmo artigo diz que o padre José Diamantino anda de Mercedes SLK (um pequeno desportivo de dois lugares) pelo que, digo eu, deveremos esperar nova reacção da ACAM, agora a protestar pelo facto do pároco estar demasiado bem equipado para as velocidades a que se pode andar nas nossas
Depois desse grande passo, que foi queixarem-se ao papa, recomendo à ACAM que emita agora uma nota sugerindo a todos os cidadãos, sobretudo aos mais endinheirados, que, como bons pais ou mães de família, recusem comprar Ferrari's ou Porsche's. Pelo caminho podem enviar também uma nota a Bernie Ecclestone para que este acabe com a Fórmula 1.
02/04/2007 O jogo dos idiotasDepois do que vi ontem, no Estádio da Luz – debandada geral de famílias inteiras do Piso 0 da bancada Coca-Cola onde choviam, constantemente, petardos, garrafas, moedas e até uma cadeira – é hora de perguntar:
Onde pára o organizador de jogos do Benfica que se lembrou de pôr as claques do Porto no terceiro anel, num espaço privilegiado para o «tiro ao boneco»?
É também hora de perguntar porque razão o corpo de intervenção da Polícia de Segurança Pública entrou em acção duas vezes no mesmo Piso 0 para serenar os ânimos dos adeptos que constantemente levavam com o lixo em cima – e que, por isso mesmo, reclamavam – e não o fez no Piso 3, onde milhares de energúmenos se entretiam a arremessar tudo o que houvesse ali à mão.
Não foi também este Corpo de Intervenção que uma hora antes, à chegada da claque do Porto à Luz, carregou sobre os adeptos do Benfica que esperavam pelos adeptos adversários?
Fica-se com a sensação de que estas claques fazem o que querem. Chegaram, escavacaram, fizeram o que quiseram durante um jogo inteiro e nem os elementos da Prosegur ou da Polícia presentes no local fizeram uma unha que fosse para os controlar.
Depois do jogo, é fácil dizer que se fizeram detenções ou que este ou aquele «vão ser presentes a tribunal» mas a verdade é que, perante a passividade policial, crianças, mulheres e pais de família tiveram de abandonar o jogo pouco tempo depois deste se ter iniciado e adeptos do Benfica foram transportados ao hospital. E até um elemento da Prosegur quase chegou a vias de facto com um espectador porque este reclamava da actuação da sua empresa no piso superior.
É por estas e por outras (como o elevado preço dos bilhetes e a hora a que as televisões marcam os jogos) que continuamos, semana após semana, a ver estádios... vazios.
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