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日志


2007/1/26

Kenneth Bager, para ouvir sem demora

Há vários discos que nos recusamos a ouvir porque, pura e simplesmente, os não conhecemos. Pois, pessoal amigo, aqui vai uma dica para um que não vos deve passar ao lado.
 
Recebi-o da Symbiose e chama-se «Fragments from a Space Cadet». O alinhamento é estranho. É feito por «fragmentos» que não foram alinhados no disco pela ordem numérica. A ideia é que seja ouvido como uma sequência, pela sequência em que foram alinhados, obviamente.
 
O disco é muito bom e o artista que, obviamente, 99,9% da população portuguesa não conhece, é um DJ dinamarquês que formou a etiqueta Music For Dreams de que vos aconselho a ouvir muito mais coisas. Está no MySpace. 
 
Em Portugal, recordo, os discos da Music for Dreams, e este que vos aconselho vivamente a ouvir, são distribuidos pela Symbiose (www.symbiose-pt.com) mas é possível encontrá-los à venda na FNAC.
 
Ouçam com especial atenção a cover de «Les Fleur» de 1971 (anteriormennte recuperada pelos 4 Hero) ou «Fragment Eight, The Sound of Swing) e digam que vão daqui.
2007/1/24

Pessoal e transmissível

Alguém me explica o "sucesso" deste programa que, na grande maioria das vezes, apresenta durante uma hora inteira e em "prime-time" radiofónico, uma conversa com personalidades que 80% do auditório não conhece?
 
Alguém me explica por que razão tenho de levar com tal paleio durante uma hora inteira quando saio do trabalho e o que quero ouvir é notícias, trânsito, o dia-a-dia da bolsa, o tempo que vai fazer no dia seguinte?
 
Esta nova ideia de que a tarde informativa deve terminar às 19 horas que, parece-me, também vai ser seguida pelo novo Rádio Clube que já se prepara para também pôr paleio entre as sete e as oito da noite, tem em conta o facto de todo o País sair dos empregos às cinco da tarde? Das duas uma, ou as estações de rádio estão enganadas ou eu estou no emprego errado...
2007/1/22

Pensamentos...

Partilho convosco um texto que vai ser entregue em aula.
Um professor desafiou os alunos, na passada sexta-feira à noite a, simplesmente, estarem num sítio, apreciando o que se passava à volta, durante dois a três minutos, escrevendo o que lhes ia na alma.
O meu exercício foi feito no passado já que o que descrevo passou-se na mesma sexta-feira mas, à tarde.
 
«São quase três da tarde de uma sexta-feira. Mas não é uma sexta-feira igual a outras que já tivémos este Inverno porque o sol brilha como se fosse Primavera. Estou encostado à montra exterior de um café, algures em Oeiras. Trata-se de uma zona muito movimentada mas naquele dia, curiosamente, é o silêncio que destaca sons que tradicionalmente não se fazem ouvir no meio do bulício. Ao longe ouve-se uma mota, quase uma Zundapp, que nunca chega a passar. O cheiro a erva acabada de cortar apura o ouvido para um corta-relva que alguém faz funcionar mas que também não está à vista. Atrás de mim, os colegas com quem fui beber a bica continuam a discutir o futebol da próxima jornada, a bola que ainda nem sequer foi jogada. E o moinho de café continua a fazer barulho, talvez o único verdadeiramente digno desse nome. Estou muito longe dali. Olhos projectados em todo o lado e em lado nenhum, como quem já faz a contagem decrescente para o fim-de-semana. Durante três minutos fiquei assim, numa pausa acordada para a realidade pela mão de alguém que me despertou para a vida».
2007/1/18

A internet incontrolável

Se há coisa que me irrita é não conseguir controlar qualquer coisa na internet. E, de há uns tempos para cá, instalou-se qualquer coisa no meu computador que constantemente faz abrir janelas para sites de casinos onde prometem que vamos ganhar o mundo ou de gajas nuas que se oferecem para aventuras gratuitas.
 
Obviamente, meia dúzia de cliques chegarão para perceber que no casino nunca vamos ganhar um tostão e que as meninas que se oferecem para umas voltas de de borla são, afinal, prostitutas bem pagas.
 
Dezenas de tentativas de desinstalar a dito cuja porra não resultaram em nada e os programas que instalei para retirar a aplicação de adware acabam por me retirar os tracking cookies e não a origem do problema.
 
Chateia-me imenso isto...
2007/1/17

O excesso da velocidade

Primeira «flashada» ontem no viaduto do Fonte Nova, em Benfica. Ia, para aí, a 92. À minha direita, vários carros passavam ao ritmo de um passeio domingueiro, dentro dos limites de velocidade. «Aquele louco», devem ter pensado...
 
No jornal de hoje vê-se a face sorridente da vereadora da mobilidade, provavelmente a pensar na receita extraordinária da câmara.
 
Ainda ninguém explicou bem o motivo da localização dos radares em Lisboa já que, e alguém já o tinha dito anteriormente, a maioria destes foi colocada em zonas onde, tradicionalmente, os automobilistas andam depressa mas não em zonas associadas a elevada sinistralidade. Aliás, basta olhar para os números publicados hoje pelo jornal Público para o perceber...
E alguém consegue explicar a ausência de um radar na 24 de Julho e a colocação de dois na radial de Benfica? E os da segunda circular? Servem para quê?
A preocupação com a receita é muita e a vontade de encontrar os verdadeiros responsáveis é pouca. Aliás, ainda hoje não percebo porque a maioria dos controlos de velocidade da BT, por exemplo, é feita em auto-estrada quando a maioria dos acidentes mortais se dá fora delas... O excesso de velocidade é sempre apontado como a causa da sinistralidade e os números revelam-no. Ou não fosse essa a forma de fiscalizar preferida das polícias. Se direccionassem essa fiscalização para a avaliação do material circulante até perceberiam que a maioria dos automóveis circula sem piscas ou com pneus carecas mas como isso dá muito trabalho e pouco dinheiro... continuamos a ser um país de aceleras.
 
Tal como as polícias, a câmara prefere instalar radares do que preocupar-se em resolver as verdadeiras questões de mobilidade.
 
Não se percebe como o IC17 anda para ser concluído há anos mas a questão dos radares se resolveu em tão pouco tempo.
 
Não se percebe como é que a CREL ainda tem portagens obrigando o trânsito de camiões a passar pela segunda circular. 
 
Não se percebe como é que se fala tanto no limite de velocidade máxima nas auto-estradas e não se aumenta, muito, o da mínima. Em Espanha, é fácil encontrar, nestas vias, os condutores a circularem no limite da velocidade máxima e nunca a 50 e 60 à hora o que acontece, sem qq penalização prevista na lei, nas nossas auto-estradas...
 
Enfim... esta conversa até dava um post bem comprido mas tenho de acelerar até ao dentista...  
 
 
 
 
 
2007/1/10

O luxo da reciclagem

Chovia.
 
A água caía-me em cima da tola mas insistia em separar até ao fim – uma a uma pelos diversos vidrões, embalões e outros ões – num processo que geralmente demora cerca de dois a três minutos, as embalagens de cartão, plástico e vidro acumulados em apenas dois dias de casa.
 
Uma senhora com os seus 40's passa por mim e despeja um saco cheio de garrafas directamente no caixote do lixo. Menos de 30 segundos depois passa um vizinho que atira: «É pá, ainda te metes nisso?»
 
Um homem feito, com duas filhas pequenas. Por um momento estive quase disposto a responder que era por respeito a elas e a outros que o fazia, para que estes no futuro tenham um planeta menos... cinzento. Optei por calar-me, apenas pensei.
Ele há gente mesmo estúpida...
 
2007/1/9

Os discos de 2006

Será que posso habilitar-me a escrever sobre os meus discos preferidos de 2006? Atenção que são as minhas escolhas, segundo as minhas preferências. Ou seja, não são os melhores discos do ano mas aqueles que mais gostei de ouvir durante o ano que passou. Acredito é que me tenha esquecido de alguns do início do ano...
 
1. Transparent Things, Fujiya Miyagi
2. Once Again, John Legend
3. Koop Island, Koop
4. Bande à Parte, Nouvelle Vague
5. Welcome to JamRock, Damian Marley

Miguel diz o que quer

Há já algum tempo que andava numa de estrear este espaço. Estive tentado a fazê-lo com a morte da Leonor Colaço mas acabei por não ter tempo para fazê-lo. E continuo a não ter pelo que, aviso já, algumas das coisas que aqui forem colocadas vão sê-lo irreflectidamente o que, a bem dizer, ainda dará mais força à coisa.
 
O que me fez saltar as estribeiras foi mais uma das crónicas de Miguel Sousa Tavares na Bola. O homem diz o que quer e ninguém lhe aponta o dedo. Aliás, muito pelo contrário, o homem é elogiado porque diz o que pensa. E todos acham muito bem. Se outros dissessem o que pensavam eram idiotas mas este é um intelectual.
 
Hoje, n'A Bola, mais uma opinião extremamente sectária, já depois de, no Expresso do fim de ano, ter desejado para este ano de 2007 que o Apito Dourado tivesse coragem de descer ao Sul. Neste último caso parece que MST sabe, então, de facto, mais qualquer coisa do que os investigadores do processo pelo que, o melhor seria ele próprio descer ao Sul para contar do que sabe aos investigadores da PJ. Até porque, já se percebeu, no Norte não se resolverá nada...
 
Já no que diz respeito à crónica de hoje n'A Bola, uma vez mais MST utiliza as suas páginas de opinião (uma dupla inteira) para troçar com o processo Apito Dourado, gozando com todos os que gostam de futebol (e que não são cegos) satirizando um julgamento que, sabemos nós, nunca há-de acontecer desta foram. Até porque já todos percebemos, há muito, que Pinto da Costa nunca se sentará no banco dos réus. Também me parece de senso comum que o major também não se sentará ou, pelo menos, não será condenado a coisa nenhuma.
 
O que parece irreal é que MST utilize constantemente as páginas dos jornais para onde escreve (alguns deles de referência, como o Expresso) para propagandear o FCP e o seu líder e que ninguém faça nada. Ou seja, há quem pague ao homem para ele dizer bem do seu clube do coração, semana após semana, e toda a gente acha que está tudo bem. Mais. Quando o homem, na internet, foi acusado de ter pouca imaginação para o seu Equador levantaram-se um coro de vozes a defendê-lo. É demais. E enjoa.
Luís Inácio